Mestres cervejeiros da Abadia de Wihenstephan, em Munique, fermentam lúpulo há quase mil anos. E a história começa ainda antes, em 725, quando São Corbiniano e mais 12 companheiros de viagem fundaram um mosteiro beneditino em Nährberg Hill, Weihenstephan, uma área hoje chamada Freising. Em 768, eles iniciaram uma plantação de lúpulo no local e registros mostram que os fazendeiros eram obrigados a pagar 10% do dízimo ao monastério pelo privilégio de cultivar lúpulo na terra.

A fabricação de cerveja começou oficialmente em 1040, quando o abade Arnold obteve uma licença da cidade de Freising para a fabricação e venda do produto. Nos primeiros 400 anos da cervejaria, o mosteiro de Weihenstephan foi completamente queimado por quatro vezes, suportou três pragas e sofreu os efeitos de um grande terremoto, além de ser destruído e saqueado repetidas vezes pelos suecos, franceses e austríacos. Ainda assim, ele foi reconstruído todas as vezes 

Em 1516, o duque Guilherme IV da Baviera instituiu a Lei da Pureza da Cerveja, em alemão, Reinheitsgebot, que determinava que apenas cevada, lúpulo e água fossem usados na fabricação da bebida (mais tarde foi adicionada a levedura). A lei estabeleceu a primazia da cerveja bávara e de Weihenstephan.

Em 1803, o mosteiro foi secularizado e todas as suas terras e estruturas se tornaram propriedade do estado da Bavária. Ainda assim, a cervejaria persistiu. Hoje, ela divide lugar com a Faculdade de Cerveja da Universidade de Munique, a mais renomada da indústria. 

Imagem: Gravura de Michael Wenning, via Wikimedia Commons


Cervejaria mais antiga do mundo está em atividade há quase mil anos

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