Político tem medo de duas coisas: golpe de estado que o deixa desempregado, ou a imprensa que pode impedir sua reeleição. Golpe de estado pressupõe militares, tropas, movimentação de forças. Nada disso está ocorrendo. Então eles continuam fazendo o que sabem de melhor: mal gastar o dinheiro público em benesses e mordomias. A imprensa pode impedir uma reeleição.

Principalmente se for eleição municipal em municípios médios ou pequenos onde o jornal ou a rádio, pela sua independência e o apoio a ações comunitárias, tem credibilidade. Sem generalizar, mas a cada eleição se demonstra, o eleitor é um conjunto de coitados, tangidos pelo voto obrigatório até as mesas eleitorais para votar em alguém que, de tão bom, temos de levar um papel com seu número. Há diferentes moedas para comprar o eleitor. Nas eleições para vereador dar assistência médica prioritária nos postos de saúde aos seus familiares. Nas eleições para deputado, aproveitar os prefeitos amigos.

Nas eleições para senador ter a proteção de empresas estatais e empresários. Prefeito se elege com a bandeira da mudança, governador porque o atual é ruim e presidente em conchavo entre os grandes dos grandes partidos. Quero me deter nos prefeitos eleitos prometendo mudança, como o caso da pouco conhecida prefeita de Novo Hamburgo-RS. Ligada a área empresarial, se elegeu por não ser política.

Menos de um ano e foi engolida por políticos espertos, interessados mais em suas candidaturas e interesses e menos no município. Assim: um advogado, vereador inteligente, assessorado pelo pai ladino, convenceu-a de que seria candidato a deputado federal, não obstante não ter dinheiro, votos ou área eleitoral para tal.  A prefeita tem como chefe um deputado estadual que quer ser federal e com dificuldades de arrumar votos. Assim, qualquer concorrente que desista, é um grande passo. Então a prefeita convidou o advogado para ser secretário da saúde municipal.

Bizarro fato denunciado por um jornalista do jornal local. As pessoas ouvidas pelo jornal dizem que foi uma decisão política. Então, de duas, uma: Ou o Promotor eleitoral abre sindicância para apurar a compra disfarçada de votos, ou a prefeita, por política, colocou um advogado como secretário da saúde. Em qualquer das opções, uma afronta aos moradores de Novo Hamburgo e um desrespeito aos que necessitam da área médica municipal.

Por Ivar Hartmann


O Brasil afunda, o povo dorme

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