O compositor Archimedes Messina, que ficou famoso como criador de jingles publicitários e pela música que consagrou Silvio Santos em seu programa, morreu nessa segunda-feira (31 de julho) aos 85 anos em São Paulo.

O compositor passou mal no domingo, chegou a ir ao hospital, mas acabou não resistindo a uma ruptura de um vaso do fígado. O amigo Alexande Guerra, cujo pai trabalhou com Messina na década de 60, confirmou a morte de Messina ao UOL.

“Foi totalmente inesperado. Ele tinha uma boa saúde”, disse Guerra.
Messina deixa mulher e dois filhos. O velório acontece nesta terça e o enterro está marcado para quarta-feira, na Vila Mariana, São Paulo.
Briga com Silvio na Justiça

Archimedes Messina se tornou conhecido como criador de mais de 400 comerciais para rádio e televisão. São de sua autoria, por exemplo, jingles famosos da Varig e da marca Café Seleto. Mas foi com Silvio Santos que ele alcançou tamanha projeção que chegou a parar na Justiça.

O compositor travou uma briga pelos direitos da música que consagrou o animador de auditório e dono do SBT. Em 2001, Messina venceu o processo por danos morais e a Justiça determinou que ele recebesse uma indenização milionária. Após um acordo, feito em 2012, Silvio voltou a usar a canção dos versos “Do mundo não se leva nada / Vamos sorrir e cantar/ Lá, lá, lá, lá… Silvio Santos vem aí…” em seu programa.

“Foi uma briga longa, que ele [Messina] chegou a me contar. Era um cara muito gentil, delicado, que brigou pelos direitos dele. Ele tentou conversar com o Silvio, mas o Silvio achava que não devia nada. Depois, eles fizeram um acordo. É uma música emblemática”, diz Alexandre.

“Não imaginava virar publicitário”
Archimedes Messina começou a trabalhar com novelas para rádio, na década de 60, na Rádio São Paulo. Ele também escreveu marchinhas de carnaval, como “A Marcha do Pam Pam” e “Faz um 4 Aí Que Eu Quero Ver”, além de mais de 400 comerciais de rádio e televisão.

Em entrevista para a Jovem Pan Online, em agosto de 2009, ele disse a publicidade aconteceu por acaso em sua vida.

“Nunca imaginei que fosse, de repente, virar publicitário. A verdade é que sempre fui apaixonado por rádio. E deu sorte”, falou Messina. Foi com o jingle “Seu Cabral”, da campanha da Varig para rádio e televisão, que ele dizia ter “entrado com o pé direito” na publicidade.

“No meu caso, eu não tive oportunidade de fazer uma faculdade de publicidade, mas tive a chance de ler muito, ouvir muito e estar em contato com grandes publicitários. Agradeço também por ter um dom musical, embora eu não seja músico, que me ajudou muito”, falou o publicitário na entrevista para a Jovem Pan.

UOL


Morre, aos 85 anos, criador do jingle “Silvio Santos vem aí”

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