Por João Domingos – O Estado de S.Paulo


A aprovação da reforma trabalhista pelo plenário do Senado, por 50 votos a favor, 26 contrários e uma abstenção, foi uma vitória do governo, porque o autor da proposta, afinal, é o governo. Mas foi, sobretudo, uma derrota da oposição e de sua estratégia tonta, antidemocrática, oportunista e machista. Machista porque se escondeu atrás do corpo da mulher no momento em que cinco senadoras, comandadas pela presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PR), ocuparam as cadeiras da Mesa Diretora da Casa e impediram que a sessão prosseguisse.

Ficou claro, na votação da reforma trabalhista, que se o governo de Michel Temer tem enormes dificuldades para se sustentar, devido à crise política, a oposição encontra também obstáculos gigantescos e não sabe o que fazer. Definitivamente, não sabe.

Tanto não sabe que, mesmo quando senadores de oposição, como Paulo Paim (RS) e Jorge Viana (AC), ambos do PT, pediam às colegas que deixassem as cadeiras, porque o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), faria a votação da proposta de qualquer jeito, as senadoras mostraram-se desorientadas. E assim se comportaram porque a iniciativa do ato parecia não ser delas, mas de um terceiro, de fora do Senado. Tanto é que Gleisi deixou escapar que havia consultado o presidente da CUT, Vagner Freiras, e que este havia dito para o grupo resistir.

Temer deverá proclamar a vitória no Senado como uma vitória do governo. É provável que ganhe um pouco de força para enfrentar as pedreiras de seu dia a dia. Mas a aprovação da reforma trabalhista deve ser atribuída também à oposição e às senadoras que ocuparam a Mesa, porque deram um tiro no pé e viraram votos de indecisos a favor da reforma. O consolo para Temer é que, se o governo comete muitos erros, a oposição não fica atrás.


Erro grosseiro da oposição ocupando vexatoriamente a mesa do senado ajudou governo Temer no Senado

Marcadores:

Postar um comentário

Author Name

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Tecnologia do Blogger.