São Paulo – Em um momento histórico, o Iraque anunciou nesta segunda-feira (10) a vitória sobre o Estado Islâmico (EI) na cidade de Mosul, que estava sob controle dos extremistas há cerca de três anos.
A declaração foi feita pelo primeiro-ministro do Iraque, Haider Al-Abadi, que estava neste que se tornou o maior reduto do grupo em solo iraquiano.

“Anuncio o fim, o fracasso e o colapso do Estado terrorista de falsidade e terrorismo que o terrorista Daesh (acrônimo árabe usado para identificar o grupo) anunciou de Mosul”, disse a autoridade em discurso.

“Temos mais uma missão à nossa frente, criar estabilidade, construir e desmontar células do Estado Islâmico”, finalizou ao hastear uma bandeira iraquiana.

A coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos (EUA) parabenizou as forças iraquianas pela conquista e lembrou que a retomada de Mosul significa um “duro golpe” contra o EI.

A operação militar começou em novembro de 2016 (relembre os detalhes da ofensiva) e reuniu ao menos 100 mil efetivos, entre soldados iraquianos, combatentes curdos e milícias xiitas, e o apoio aéreo da coalizão.

A queda
A queda de Mosul nas mãos dos extremistas aconteceu em 2014, quando centenas de combatentes do EI avançaram contra os limites da cidade fortemente armados, expulsando o exército com relativa tranquilidade.

A vitória chocou o mundo, mas o incidente se tornou ainda mais impressionante depois que Abu Bakr Al-Baghdadi, líder do grupo, apareceu no púlpito da suntuosa mesquita Al-Nuri, em plena luz do dia, anunciando o estabelecimento de um califado islâmico. Há poucas semanas, extremistas explodiram o templo sagrado.

Desde então, Mosul viveu momentos sombrios. Segunda maior cidade do Iraque e localizada a pouco mais de 400 quilômetros da capital Bagdá, chegou a ter uma população de 2 milhões de pessoas e ao menos 900 mil se deslocaram dos seus limites em razão da violência do EI e se instalaram em campos por todo o país.

Além da violência e da destruição, as centenas pessoas que sobreviveram ao fogo cruzado dos últimos meses viveram uma crise humanitária grave, privados de itens básicos para a sobrevivência, como alimentos, água potável e medicamentos.

Veja as fotos AQUI


Como está Mosul após a queda do Estado Islâmico

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