O ex-zelador que trabalhou no tríplex no Guarujá, cuja propriedade é atribuída pela força-tarefa da Lava-Jato ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, disse que respirou “um pouco mais aliviado” após sair a condenação do petista, nesta quarta-feira.

Lula foi acusado de crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro pelo juiz Sergio Moro. José Afonso Pinheiro, de 47 anos, foi demitido do local no ano passado, segundo ele, por ter dado um depoimento ao Ministério Público (MP) no qual relatava visitas do ex-presidente e de sua mulher, Marisa Letícia, ao imóvel.

— Achei justo. Temos que pagar pelos nossos erros — afirmou Pinheiro.
O ex-presidente recorrerá da sentença em liberdade, segundo Moro. Entretanto, o juiz chegou a afirmar que caberia cogitar a decretação da prisão preventiva do ex-presidente em razão de suas declarações recentes sobre o processo e os depoimentos de Léo Pinheiro e Renato Duque de que Lula teria ordenado a destruição de provas. Para o zelador, que hoje trabalha em Santos, a sentença, no entanto, “já é alguma coisa”:

— Nem cabe a mim falar que ele deveria ser preso neste momento, mas pelo menos a justiça foi feita.

Após ser demitido do posto de zelador do edifício Solaris, em abril do ano passado, Pinheiro candidatou-se pelo Partido Progressista a vereador de Santos, por querer “defender os interesses da categoria de zeladores na Baixada Santista”. Ele, que costumava ser eleitor de Lula e chegou a ser filiado ao PT, não conquistou votos necessários, hoje trabalha como zelador.

O Globo


‘A justiça foi feita’, diz ex-zelador do tríplex no Guarujá sobre condenação de Lula

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