Em outubro de 2016, o adolescente Gustavo Detter, de 13 anos, morreu após ser desafiado durante uma partida online de League of Legends. Gustavo foi vítima do que podemos chamar de jogos mortais da internet. Mortes por asfixia e afogamento dos praticantes dos famosos challenges são mais comuns do que deveriam. É assustador. E não para.

Na Rússia, uma onda de suicídios de jovens vem chamando a atenção. Motivados por um jogo intitulado Blue Whale, pessoas estão colocando um fim em suas vidas após seguirem uma série de instruções que as deixam mais suscetíveis a isso. Se você não está entendendo nada e nunca tinha ouvido falar no Blue Whale game, explicamos. O jogo é uma espécie de viral que vem se espalhando na internet – e chegando aos pouquinhos no Brasil apenas agora. O curador, que é a pessoa por trás da tela que comanda o desafio, convida o jovem a jogar. Se este aceitar, começa a receber pequenas missões todas as madrugadas. Elas chegam às 4h20, que, segundo especialistas, é o horário em que mais pessoas cometem suicídio. O jogo dura 50 dias e, depois de seguir todas as instruções e publicar nas redes sociais uma espécie de prova de que completou os desafios, vem a missão final: se matar.

As provas podem ser enviadas diretamente para o curador ou postadas na web em forma de mensagens subliminares. Foi o que fez a russa Yulia Konstantinova, de 15 anos, que postou pistas de que estava participando do Blue Whale. As pessoas, infelizmente, só se deram conta do perigo das mensagens após o suicídio da jovem.
Muitas pessoas já estão comparando o viral ao filme Nerve: Um Jogo Sem Regras, protagonizado por Emma Roberts e Dave Franco. O longa conta a história de Vee e Ian, que participam de um jogo online em que você tem duas opções: observar (ser o curador) ou jogar (ser a vítima). A única diferença é que, no trama ficcional, conforme você vai completando os desafios, vai ganhando dinheiro. Na vida real, ao completar o Blue Whale, você pode ganhar uma passagem direto para o além.


Psicólogos afirmam que o viral é, muitas vezes, um caminho sem volta, pois atinge jovens que só estão precisando de um estopim para colocarem fim à própria vida, por estarem passando por problemas pessoais gravíssimos. O nome, “Baleia Azul”, é inspirado nessa espécie de animal, o maior que já existiu, que, devido a matança em massa, hoje se encontra em perigo de extinção.

Até o momento em que esta matéria foi publicada, autoridades russas estimavam que cerca de 130 suicídios já haviam acontecido no país em decorrência do jogo. Na Alemanha e na região da Ásia Central, jovens estão sendo alertados sobre os perigos de aceitar jogar o viral. As primeiras missões parecem inofensivas, como acordar em horários específicos durante a noite, assistir a filmes de terror e ouvir sem parar uma música que te deixa triste. Contudo, elas já vão mexendo com o psicológico do jogador, que fica abalado e, consequentemente, pronto para realizar missões mais intensas, como praticar automutilação, se pendurar em lugares altos e até mesmo se matar.

Mas esse jovens não podem desistir e sair do jogo? De acordo com as autoridades russas, os curadores devem ser pessoas mais velhas, pois usam de uma persuasão muito grande para convencer os adolescentes de que não há saída e envolvê-los na trama. Em 2016, o russo Philip Budeikin, de 21 anos, foi detido pela polícia por ter seu nome envolvido em grupos que promovem o suicídio online. “Nós temos certeza de que são adultos aliciando crianças”, afirmou um representante do FSB Secret Service ao jornal Novaya Gazeta.

Nem todos conseguem completar a última prova. Um garoto russo que estava prestes a se jogar de um prédio foi resgatado a tempo. Depois disso, ou ele se vê livre do jogo ou o curador o faz sentir-se culpado por não ter tido a capacidade de terminá-lo. E aí o Blue Whale nunca tem fim…

Fonte: Capricho



Blue Whale: o jogo do suicídio que está se tornando viral no mundo

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