A Justiça Federal de Dourados (MS) levantou nesta segunda-feira o sigilo de um processo que envolve 23 pessoas, entre elas o ex-presidente do BNDES Luciano Coutinho e o pecuarista José Carlos Bumlai, amigo de Lula. Trata de empréstimos concedidos pelo banco público à usina São Fernando, que tem o Grupo Bumlai como sócio.

O Ministério Público Federal sustenta que as transações foram fraudulentas. Graças à divulgação dos dados do processo, descobriu-se que, no final de 2016, foram bloqueados R$ 665,7 milhões em bens e imóveis dos réus. Eles recorreram. Mas a Justiça manteve o bloqueio.

Os empréstimos que a Procuradoria classifica como fraudulentos foram concedidos entre 2008 e 2012, sob os governos petistas de Lula e Dilma Rousseff. Somaram R$ 496,6 milhões. Desse total, R$ 395,1 milhões foram contratados diretamente com o BNDES. O resto teve a intermediação de outras instiutuições financeiras. De acordo com a denúncia dos procuradores, a usina São Fernando tinha capital de apenas R$ 6 milhões. E não ofereceu garantias que justificassem a concessão dos financiamentos. Além do Grupo Bumlai, enrolou-se no processo a empresa Heber Participações, do grupo Bertin, sócio da usina São Fernando.

O relacionamento de Bumlai com Lula e o petismo já rendeu ao personagem uma condenação de 9 anos e 10 meses de prisão na Operação Lava Jato. O amigo de Lula obteve em seu nome empréstimos de R$ 12 milhões no Banco Schahin. Repassou o dinheiro para o PT. Posteriormente, a dívida foi quitada pelo banco sem que o pecuarista tivesse de pagá-la. Em troca, o Grupo Schahin obteve fraudulentamente um contrato de US$ 1,6 bilhão com a Petrobras, para operar um navio-sonda. Com problemas de saúde, Bumlai obteve do Supremo Tribunal Federal autorização para cumprir pena em prisão domiciliar.


JOSIAS DE SOUZA

Justiça Federal bloqueou R$ 665 milhões de amigo de Lula, ex-presidente do BNDES e mais 21 pessoas

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